sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nosso Lar

Se tem um assunto que eu evito discutir é religião, porque é aquele lance, cada um tem a sua preferência e geralmente as controvérsias aumentam e sai briga desnecessária.
Mas tem uma coisa que eu acho que todo mundo deveria ter, acreditar e querer, que é a Fé.
Quando eu era pequena, não acreditava muito em Deus, até a adolescência eu não tinha fé. Talvez por isso eu tenha tomado escolhas diferentes do que se eu acreditasse mais em mim mesma e tivesse fé.
Uns anos atrás, depois de muito custo, minha vó me apresentou o espiritismo de Allan Kardec. Comecei a ler muitos livros sobre e cheguei até a frequentar um centro espírita (que eu morro de saudades de todos de lá) chamado Casa dos Espíritas, onde infelizmente participei do grupo de jovens (Mocidade) por pouco tempo e logo vim morar em São Paulo.
Lembro bem que um dos primeiros livros que li foi o Nosso Lar, escrito pelo nosso querido Chico Xavier e ditado pelo André Luiz.
Assistir esse filme, com a minha vó, pensando no meu vô e vendo aquelas cenas lindas, me emocionou demais, chorei de alegria e de saudade.
Fiquei muito feliz por finalmente estarem transmitindo ao mundo como é a vida espiritual, óbvio que muita gente acha besteira e não bota fé, mas o que os outros pensam já não me interessa mais.
Me importo com o que eu acredito, com os valores e crenças que a minha família passou pra mim e o mais importante de tudo, com aquilo que me faz bem.

Eu aconselho a todos a assistirem o filme Nosso Lar e melhor ainda, ler o livro.

"Não existe processo de angústia que não se desfaça

ao toque do trabalho."

André Luiz

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Essa tal de internet...

... é um tanto quanto complicada.
Tenho que concordar plenamente com uma amiga muito querida, embora ela tenha se referido à amores platônicos e paixonites agudas de internet, eu penso nisso no geral, ao mesmo tempo que a internet une pessoas, ela cria confusões totalmente desnecessárias.
Como você vai saber se fulano quis dizer A ou B numa conversa via msn ou qualquer outra ferramenta do tipo?
Você não ouviu a entonação da voz da pessoa, não viu sua expressão facial, não sentiu o calor do momento.
Mas é isso né. . .

(acho bem triste)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ninguém morre de amor, ok?

Entendam isso de uma vez por todas.
Amor, paixão, paixonite, encanto, paquera, tudo isso faz muito bem quando está tudo bem, mas quando as coisas começam a dar errado e vem o fim, o tempo, o desencanto, aí a primeira coisa que passa na cabeça é:

- Ai, eu vou morrer sem tal pessoa.

Se você nunca sentiu isso, ótimo, palmas pra você.
É normal se apaixonar, sofrer, se apaixonar de novo e quem sabe ser feliz "eternamente".
O que não é normal e nem saudável, é deixar sua vida nas mãos de outra pessoa, isso não existe, não tem cabimento.
Este texto serve bem pra mim tanto no presente como num passado não muito distante, onde eu me anulava jurando que mudaria fulano e seria feliz pra sempre. Balela.
Eu nunca morri de amor (óbvio), nem nunca ouvi ninguém dizer que conhece alguém que morreu especificamente de amor. Só acredito vendo o atestado de óbito dizendo: Fulano morreu de amor. Caso contrário, necas.

É claro que viver sem um(a) namorado(a) é diferente e a gente acaba tendo alguns momentos chatos de carência, mas não é nada insuportável e ó, digo mais, se for pra namorar e ser infeliz, eu prefiro continuar como estou. Linda, leve e solteiríssima.

Quanto aos indecisos, que não cagam e não saem da moita, eu só dou uma dica: DECIDA-SE!
Arrisque mais! Viva mais! Queira mais! Tudo mais!
Porque ninguém é feliz com meio termos, leite morno é sem graça, e orgasmo pela metade, alguém conhece? Não dá né?!

É isso.

QUEM PODE ME JULGAR? QUEM?

Era uma conversa normal no msn, como todos os dias, com uma amiga que desde sempre eu vejo super pouco e gosto super muito, a Alyce (pra mim ela sempre vai ser a Lylinda).
Entre banalidades do tipo "como você está?" e desabafos, ela me disse uma coisa que eu gostei muito:

Alyce diz:
*vc pra mim poderia ser traduzida numa frase de uma musica tosca e velha do charlie brown
*QUEM PODE ME JULGAR? QUEM?

A música se chama O Preço e realmente é uma música que tem muito a ver comigo, até porque, sempre curti muito Charlie Brown Jr. Me lembra coisas boas, coisas ruins, pessoas boas e pessoas muito muito ruins. Assim é a vida.
E a minha vida não seria diferente. Dentre tantos tropeços, tombos e pontapés, muita força de vontade, muita vontade de viver e muita luta pela frente. Assim eu sou.
Como uma fênix? Talvez. Quem sabe?
Mas uma coisa eu sei, ninguém pode me julgar. Ah, não pode mesmo.

.

A música:

O Preço

Charlie Brown Jr.


Como era difícil acreditarQue eu ia chegar onde estouQue minha vida iria mudar, e mudouDificuldade entãoPassava eu, meu pai, minha família e meus irmãosSem perceber larguei a escolaE fui pra rua aprenderAndar de skate, tocar, éCorri pra ver o marFui atrás do que quisSabia só assim, podia ser felizEu quero ser felizQuem não quer ser feliz, me diz?Então é preciso chegar em algum lugarTer algo bom pra comer e algumLugar pra se morarSatisfeito então, Eu faço a preza pros irmãosConsciente , pé no chãoDaqui nada se leva,De coração eu faço a preza(Refrão)Existe sempre um outro jeitoDe se poder chegarExiste sempre um outro jeitoDe se poder chegarExiste sim, Sangue bomSempre sonhei em fazerO som que fosse a caraE então poder chegar em algum lugarVer a garota sorrirA galera pular, a multidão a me chamarAh! Que lindo está...Dizem que ele é bomEu também mostro quem eu souSe aquele mano se ligouE você não, demorouOs manos ali detrásPodem ensinar vocêDizem que ele é bomEu também mostro quem eu souSe aquele mano se ligouE você não, demorouDei um trocado pra um pivete no farolOlhei pro lado estava o pai, penseiVelho filho da puta , explorador!?Mas vai saber...sei lá...cada um tem sua historiaEu estou aqui pra aprender , não pra julgarQuem pode me julgar ?Pelo menos desde cedo o piveteVai a aprender a se virarGraças a Deus , eu não tive um pai assimMeu pai um grande homem,Me ensinou como ser homem tambémLonge do velho eu passei fomeIsso é passado, amémMas eu tive quem sempreOlhou por mim...Existe sempre um outro jeitoDe se poder chegarExiste sempre um outro jeitoDe se poder chegarExiste sim, Sangue bomSempre sonhei em fazerO som que fosse a caraE então poder chegar em algum lugarVer a garota sorrirA galera pular, a multidão a me chamarAh! Que lindo está...Dizem que ele é bomEu também mostro quem eu souSe aquele mano se ligouE você não, demorouOs manos ali detrásPodem ensinar vocêDizem que ele é bomEu também mostro quem eu souSe aquele mano se ligouE você não, demorouo preço

domingo, 3 de outubro de 2010

NOSSOS DIAS MELHORES NUNCA VIRÃO?

Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.

As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.

Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".

Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.

Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.

Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.

Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.

Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.

E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente.

Arnaldo Jabour

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Leandro, vou sentir saudades!!!!

Os Bons Morrem Jovens
Legião Urbana

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais
Quando eu lhe dizia
Me apaixono todo dia
É sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse
Eu gosto de você também
Só que você foi embora...
Cedo demais!
Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...
Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...
É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!
E cedo demais...
Eu aprendi a ter
Tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz...
Do resto não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.
Cedo demais!

[fique em paz]

sábado, 31 de julho de 2010

Sem sono.

Mentira.
Tô com bastante sono.
Ainda bem, porque ontem fui deitar depois das 4 da madruga e nada de sono, revirei na cama a noite inteira. Odeio isso.
Hoje tô bem cansada, foi uma noite muito divertida, morri de rir com os amigos do meu pai, o jantar estava maravilhoso e as sobremesas então... nhaaami!
Só estou aqui ainda porque tô batendo papo com um cara muito chato no msn. (mentira)
ahhahahahahah
Acho que ando assistindo muito Quinta Categoria. ahhaa
O jogo da mentira virou vício! :D
Bom, passei só pra tirar as teias de aranha daqui e dizer que depois de um bom tempo eu finalmente vou dormir tranquila.
Último dia de férias... até que enfim!
Beijo!